Minha revolta

 

Ando muito revoltado!
Sempre tive fama de resmungão e de duro em minhas opiniões. Isso não me revolta.
O que me revolta são os passivos, são os oportunistas, são os donos da verdade. O que me revolta são os politicamente corretos, os sabedores do não sabido e os detentores das razões irracionais. O que me revolta, são os cristãos disfarçados de seguidores, são os pecadores isentos de compromisso e os ladrões que roubam e são exaltados. 
O que me revolta são os defensores do antirracismo que vivem fazendo divisões de cor; são os negros que não gostam de brancos, os amarelos que não gostam de índios e os bugres que querem isolar os diferentes.
O que me revolta são os “homines”, que abominam os “héteros” e vice-versa; as feministas que não suportam mulheres e os drogados que não admitem os defensores da sobriedade.
O que me revolta são os barulhentos que sacrificam os silentes, os nocivos que detestam os inocentes, os inocentes de ocasião que espalham o mal em nome do bem.
O que me revolta são os poderosos do aproveitamento, em detrimento dos desavantajados do arbítrio.
O que me revolta é o empresário bem-sucedido em cima do sacrifício do trabalhador; é o político desonesto aproveitando-se do voto do analfabeto eleitoral.
O que me revolta é o sindicalista oportunista, mamando na inocência do despreparado; é ver e ouvir as certezas dos destoantes diante da incerteza dos assertivos.
Não posso me conformar com o crescimento dos mentirosos diante de tantas inverdades e no perecer dos grandes verdadeiros diante de tantas mentiras.
O que me revolta é aquele que enxerga o sol claro, mas se finge na escuridão para tirar proveito da absoluta falta de luz.
Não entendo o certo dos acertos e o errado dos desacertos.
Fulmino os imbecis que prosperam e lamento que os homens de bem não se deem a preocupação de lutar pelo mínimo que lhes é de direito.
Abomino os que conhecem o Direito e se trancam na defesa do indefensável.
Menosprezo os que elevam na injustiça para oprimir os injustiçados.
Recrimino a cegueira diante dos olhos limpos de quem pode enxergar, mas que não quer ver.
Me revolto diante do saber, quando prevalece a ignorância.

Osni Gomes (10/12/17).

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