Bom dia


Oração da família

família

Que nenhuma família comece em qualquer de repente,
Que nenhuma família termine por falta de amor.
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente e que nada no mundo separe um casal sonhador.
Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte.
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois.
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte.
Que eles vivam do ontem, no hoje e em função de um depois.

Que a família comece e termine sabendo onde vai e que o homem carregue nos ombros a graça de um pai.
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor e que os filhos conheçam a força que brota do amor.

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém.
Abençoa, Senhor a minha também!

Que o marido e a mulher tenham força de amar sem medida, que ninguém vá dormir sem pedir ou dar seu perdão.
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida.
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão.
Que marido e mulher não se traiam, nem traiam seus filhos.
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois
Que no seu firmamento a estreia que tem maior brilho seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois.

Ser mãe…

Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em começar uma família.  ‘Nós estamos fazendo uma pesquisa’, ela diz, meio de brincadeira.  ‘Você acha que eu deveria ter um bebê?’ ‘Vai mudar a sua vida’, eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.  ‘Eu sei’, ela diz, ‘nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas…’ Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável. Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar ‘E se tivesse sido o MEU filho?’ Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa a quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de ‘Mãe!’ fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante. Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem. Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia-a-dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no Mcdonalds se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro. Não importa a quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe. Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida – não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles. Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornará medalha de honra. O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas. Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus  filhos. Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.  O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos. Você jamais se arrependerá’, digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus… que é ser Mãe.’

(Autor desconhecido. Não seria autora?)

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Quero

Carlos Drummond de Andrade

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

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Como se mede uma pessoa?

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.
Ela é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você
com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: A amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando
busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.
É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de
acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um
relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se
encolhem aos nossos olhos.
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e
reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão e ao recolhê-la inesperadamente, se
torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande…..
É a sua sensibilidade sem tamanho…

(Shakespeare)

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Ao dia do professor

Está aqui uma mensagem que hoje dedico aos professores de todos os quadrantes.
Eles fazem parte daquilo que consideramos a VIDA! E a vida nos ensina muitas boas lições. Parabéns professores!

A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração, sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam, calar-me para ouvir, aprender com meus erros, afinal, eu posso ser sempre melhor!
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar,a abrir minhas janelas para o amor.
E não temer o futuro.
A lutar contra as injustiças.
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.

Charles Chaplin

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Eu adoro ser velho!

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa.  Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo.  Eu me tornei meu próprio amigo ..
Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio.  Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia?  Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 & 70, e se eu, ao mesmo tempo,  desejo de chorar por um amor perdido …  Eu vou.
Vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set. Eles, também, vão envelhecer.
Eu sei que eu sou às vezes esquecido.  Mas há mais, alguns coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.

Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado.  Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro?  Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão.  Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude  gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo.  Você se preocupa menos com o que os outros pensam.  Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado.

Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velho.  Ele me libertou.  Eu gosto da pessoa que me tornei.  Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.  E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).

Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!

E pra você que hoje goza da plena juventude e vive criticando os velhos, lembre-se:

SÓ NÃO ENVELHECE AQUELE QUE MORRE JOVEM!

* texto divulgado na Internet, sem autoria.


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Aprendendo a Viver

Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde
Que dar um carinho também faz…
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior
E finalmente, aprendi que não se pode morrer, pra se aprender a viver…

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Sardas e rugas

Aconteceu num dia em que estava com minha filha no zoológico.
Vi uma avó com uma garotinha cujo rosto era salpicado de sardas vermelhas e brilhantes.
As crianças estavam esperando numa fila para que um artista pintasse suas faces com patinhas de tigre.
– Você tem tantas sardas que ele não vai ter onde pintar – um menino gritou na fila. Sem graça, a menininha abaixou a cabeça.
A avó ajoelhou-se perto dela e disse:
– Adoro suas sardas.
– Mas eu detesto – ela replicou.
– Quando eu era menina, sempre quis ter sarda – disse a senhora, passando o dedo pela face da neta. – Sardas são tão bonitas!
A menina levantou o rosto:
– São mesmo?
– Claro – disse a avó
– Quer ver? Diga-me uma coisa mais bonita que sardas.
A garotinha, olhando para o rosto sorridente da senhora, respondeu suavemente:
– Rugas.
Aquele momento me ensinou para sempre que, se olharmos para os outros com os olhos do amor, não veremos o que possam ter de feio. Apenas o que têm de bonito.
Que seus olhos só vejam a beleza da alma…

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A raposa e a cegonha

Fábula de Esopo

A raposa convidou a cegonha para jantar e lhe serviu sopa em um prato raso.
– Você não está gostando de minha sopa? – perguntou, enquanto a cegonha bicava o líquido sem sucesso.
– Como posso gostar? – respondeu a cegonha, vendo a raposa lamber a sopa que lhe pareceu deliciosa.
Dias depois foi a vez da cegonha convidar a raposa para comer na beira da lagoa, serviu então a sopa num jarro largo embaixo e estreito em cima.
– Hummmm, deliciosa! – exclamou a cegonha, enfiando o comprido bico pelo gargalo – você não acha?
A raposa não achava nada nem podia achar, pois seu focinho não passava pelo gargalo estreito do jarro. Tentou mais uma ou duas vezes e se despediu de mau humor, achando que por algum motivo aquilo não era nada engraçado.

Moral da estória: às vezes recebemos na mesma moeda por tudo aquilo que fazemos.

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Diferenças

Contam que numa carpintaria houve, certa vez, uma estranha assembléia, uma reunião das ferramentas para acertar suas diferenças.
O martelo era o presidente.
Logo no início foi pedida sua renúncia, pois fazia muito barulho e passava tempo todo golpeando.
O martelo aceitou renunciar desde que o parafuso fosse expulso.
O problema do parafuso era que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa.
Era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atrito.
A lixa acatou, mas com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando o carpinteiro se retirou, as ferramentas recomeçaram a assembléia.
O serrote tomou a palavra e disse:
– Senhores, quando iniciamos a discussão só percebíamos os defeitos dos outros.
Mas agora ficou claro que o carpinteiro não leva em conta os defeitos.
Ele conhece e trabalha com nossas qualidades, e com elas constrói móveis lindos.
Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, concentremo-nos naquilo que temos de melhor.
A assembléia percebeu então, que o martelo era forte, o parafuso unia, a lixa afinava a aspereza, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalharem juntos.
O mesmo ocorre conosco.
Não construímos nada buscando defeitos.
Mas quando descobrimos qualidades,
florescem as melhores conquistas da humanidade.
Encontrar defeitos é fácil, qualquer um pode fazê-lo. Mas descobrir qualidades, isto é para os sábios.

Autor Desconhecido

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Bons exemplos

Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora e o seu neto, de quatro anos.
As mãos do velho homem tremiam, e as vistas eram embaralhadas, e seus passos, hesitantes.
A família comeu junto à mesa. Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornava difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão. Quando ele pegou seu copo, o leite se derramou na toalha da mesa.
A bagunça generalizada irritou seu filho e sua nora:
– Nós temos que fazer algo sobre o vovô – disse o filho.
Já tivemos bastante do seu leite derramado, já o ouvimos comer ruidosamente e muita de sua comida está no chão.
Marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala.
Lá o vovô comia sozinho, enquanto o resto da família desfrutava do jantar. Desde que o avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele passou a ser servida em uma tigela de madeira.
Quando a família olhava, de relance, na direção do vovô, às vezes, percebiam-se lágrimas em seus olhos.
Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.
O neto de quatro anos assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com pedaços de madeira.
O pai perguntou docemente para a criança:
– O que você está fazendo?
De mesma maneira dócil o menino respondeu:
– Estou fabricando uma pequena tigela para você e mamãe comerem sua comida quando eu crescer.
O garoto sorriu, e voltou a trabalhar.
As palavras do menino golpearam os pais, a tal ponto, que emudeceram. Grossas lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Ninguém falou nada, mas sabiam o que fazer.
Naquela noite o marido pegou a mão do vovô, e com suavidade o conduziu até à mesa familiar.
Até o resto de seus dias de vida, ele comeu com a família.
E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha sujado.
O pai sábio percebe, diariamente, que tipo de alicerce está sendo construído para os seus.
Seja sábio!
Dê bons exemplos.
Seja para quem for!

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A Lição da Ostra

Uma ostra que não foi ferida jamais produzirá pérolas.
A pérola é uma ferida curada.
Pérolas para as ostras são produtos da dor, resultados da entrada de substâncias estranhas ou indesejáveis no seu interior, assim como um parasita ou um grão de areia.
A ostra possui na parte interna da concha uma substância lustrosa chamada nácar.
Quando um grão de areia penetra ali, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérola.
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas idéias já foram rejeitadas?
Nesses momentos lembre-se que a pérola, para uma ostra, é uma ferida cicatrizada!
Então, produza uma pérola.
Cubra suas mágoas e rejeições sofridas com camadas e camadas de amor.
Crie sua pérola usando o seu amor!

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Esteja aqui agora

Ray La Montagne

Não deixe sua mente ficar cansada e confusa
Você vai estar parado, não tente
Não deixe seu coração ficar pesado criança
Dentro de você há uma força que descansa

Não deixe sua alma ficar solitária criança
É só o tempo, ele passará
Não procure pelo amor em rostos, lugares
Está em você, é aonde você achara bondade

Esteja aqui agora, aqui agora
Esteja aqui agora, aqui agora

Não perca sua fé em mim
E eu vou tentar não perder a fé em você
Não coloque sua confiança em paredes
Porque paredes irão apenas esmagar você quando cairem

Esteja aqui agora, aqui agora
Esteja aqui agora, aqui agora

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Você me trouxe a paz

Obrigado não é bem a palavra que eu queria lhe dizer.
Eu queria poder encontrar outra forma de lhe falar o quanto você foi e é importante para mim e um simples Obrigado não possibilitaria isso. Um dia eu vi a tristeza chegar de mansinho, o vento bater na janela, a chuva cair no telhado… e eu tive medo!
Parecia que tudo a minha volta estava errado, que o mundo estava virado, eu não tinha mais aquela alegria de viver, que geralmente percebemos nos olhos das crianças.
Então, eu te encontrei… e foi tão estranho porque você sempre esteve ali… mas só então eu te senti e melhorei.
O sorriso aos poucos foi ficando nos meus lábios, cada vez que eu te tinha do meu lado.
Hoje eu sei que não importa o tamanho da tragédia, se você tem um amigo. E amigo não é só aquele que mora na outra casa, que você conheceu
no trabalho, na escola. Amigo também é aquele que você tanto ama, seu namorado ou namorada, sua mãe, seu pai, avô… amigo, pra mim, é você!

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Gratidão

O homem, por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina. Os olhos da cor do céu brilharam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis.
– É para minha irmã Pode fazer um pacote bem bonito?
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
– Quanto dinheiro você tem?
Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse:
– Isto dá, não dá?
Eram apenas algumas moedas, que ela exibia orgulhosa.
– Sabe, eu quero dar este colar azul para a minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.
O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.
– Tome, leve com cuidado.
Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de longos cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis, adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
– Este colar foi comprado aqui?
– Sim, senhora.
– E quanto custou?
– Ah, falou o dono da loja, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.
A moça continuou:
– Mas minha irmã tinha somente algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!
O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e devolveu à jovem.
– Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo o que tinha.
O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens, enquanto suas mãos tomavam o embrulho e ela retornava ao lar, emocionada.

A verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.
E a gratidão é sempre a manifestação dos espíritos que têm riqueza de emoções e altruísmo. Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém. Gratidão, como amor, é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.


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DESEJO

Victor Hugo

“Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar”.

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Quero ser uma televisão!

“Senhor, esta noite eu te peço algo de muito especial:
“Transforma-me numa televisão”.
Quero ocupar o espaço dela.
Viver como a televisão da minha casa vive.
Ter um lugar especial para mim e reunir a minha família em redor.
Ser levado a sério quando falar…
Ser o centro das atenções e escutado sem interrupções ou perguntas.
Quero receber a mesma atenção que ela recebe quando não funciona.
Ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo que esteja cansado.
Que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.
E ainda, que os meus irmãos “briguem” para poderem estar comigo.
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.
Por fim, que eu possa divertir a todos.
Senhor, não Te peço muito …
Só Te peço que me deixes viver com intensidade o que qualquer televisão vive!”

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O cavalo e sua amazona

Era uma agradável manhã de primavera quando uma jovem rica saiu para dar uma volta no seu novo cavalo. Infelizmente, embora não soubesse, ainda era quase selvagem. Assim que sentiu a moça sobre a sela, o animal pôs as orelhas para traz e disparou à toda pela pista calma.
Em vão, a jovem amazona tentou controlar sua montaria. O animal não obedecia. Tudo o que ela podia fazer era lançar os braços ao redor do pescoço do animal e se segurar da melhor maneira possível.
Aonde você vai com tanta pressa? – gritou um amigo da amazona, enquanto se punha em segurança numa vala.
– Como vou saber? – gritou a jovem, enquanto era levada. Não sou eu quem está no controle. É melhor perguntar ao cavalo.

MORAL DA HISTÓRIA: Temos de saber ao certo quem está no comando.

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O supérfluo e o necessário

Chico Xavier

Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros;
outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita;
outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.

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LIÇÃO DE VIDA

Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos…
Mas o que é importante não muda… a tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas…
Continue, quando todos esperam que desista.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que, em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca, nunca se detenha!

Madre Teresa de Calcutá
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O NASCER PARA O ALÉM…
 
Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus
Triste é ver gente morrendo por antecipação…
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra
vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los.
De retroceder no tempo e segurar a vida.
Ausência: – porque não há formas para se tocar.
Presença: – porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em
oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele
rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta…
E…
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir.
Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!

Texto: Padre Juca com adaptação de Sandra Zilio


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O coelho e o cachorro

Eram dois vizinhos.
O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O homem comprou um pastor alemão.
Papo de vizinho:
– Mas ele vai comer o meu coelho.
– De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote.
Vai crescer junto, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.
E parece que o dono do cachorro tinha razão.
Juntos cresceram e amigos ficaram.
Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
As crianças, felizes. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira.
No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha.
Pasmo. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, claro, morto.
Quase mataram o cachorro.
– O vizinho estava certo. O nosso cachorro comeu o coelho. E agora?
– E agora eu quero ver!
A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança.
Claro, só podia dar nisso.
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam.
O cachorro chorando lá fora, lambendo as pancadas.
– Já pensaram como vão ficar as crianças?
– Cala a boca!
Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível.
– Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e o colocamos na casinha dele no quintal.
Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram.
Até perfume colocaram no falecido.
Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho cardíaco.
Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar.
Notam os gritos das crianças. Descobriram!
Não deu cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta.
Branco e assustado.
Parecia que tinha visto um fantasma.
– O que foi? Que cara é essa?
– O coelho… O coelho…
– O que tem o coelho?
– Morreu!
Todos:
– Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem…
– Morreu na sexta-feira!
– Na sexta?
– Foi. Antes da gente viajar. As crianças o enterraram no fundo do quintal!
A história termina aqui.
O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe.
Mas o personagem que mais cativa nesta história toda, o protagonista da historia, é o cachorro.
Imagine o pobre do cachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho.
Depois de muito farejar descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos.
Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancada de tudo quanto é lado.
O ser humano continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume podem disfarçar a hipocrisia e o animal desconfiado que tem dentro de si.
Julga o outro pela aparência, mesmo que tenha que deixar esta aparência como melhor lhe convier. Maquiada.
Antes de julgar pelas aparências, pare, pense e pondere!

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Gosto de você!

Gosto de gente com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, Idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.

Gosto de gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

Gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama animais. Admira paisagens, poeira; E escuta.

Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, Compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si, Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser! Gente que gosta de fazer as coisas que gosta,

Sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam. Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos.  Com muito AMOR dentro de si. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos.

Gosto muito de gente assim… E desconfio que é deste tipo de gente  que DEUS também gosta!

Texto: Arthur da Tavola

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A vida e a viagem de trem


A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais.

Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro.

No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos.

Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades.

Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza… mas me agarro na esperança que em algum momento estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar.

Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

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Morrer é preciso

Fernando Pessoa

Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós graduado em marketing, dizia mais ou menos o seguinte:

Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas a ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e preciamos morrer todo dia.
A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo, e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é obvio.

A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo. A fronteira entre o passado e o futuro. Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.

Quer sem um bom profissional?
Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.

Quer ter um bom relacionamento?
Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pena que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades?
Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo. Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua convenicência, respeito seus amigos, colegas de trabalho e vizinhos.
Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso “eu” passado, inferior

E qual o risco de não agirmos assim?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e, por fim, prejudicando nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que erra, não se projetam para o que serão ou desejam ser.
Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam.
acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados.
Podemos até agir, as vezes, como meninos, de tal forma que não mantemos as virtudes de criança que também são necessários aos adultos, como: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, tolerância e etc.
Mas se quisermos ser adultos, devemos necessariamente mantar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos.

Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e evoluído?
Então, o que você precisa mater em si, ainda hoje, é o “egoísmo” é o “egocentrismo” para que nasça o ser que você tanto deseja ser.

Pense nisso e morra.
Mas não esqueça de nascer melhor ainda.
O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existe momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis

A Lição da Ostra
Uma ostra que não foi ferida jamais produzirá pérolas.
A pérola é uma ferida curada.
Pérolas para as ostras são produtos da dor, resultados da entrada de substâncias estranhas ou indesejáveis no seu interior, assim como um parasita ou um grão de areia.
A ostra possui na parte interna da concha uma substância lustrosa chamada nácar.
Quando um grão de areia penetra ali, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérola.
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas idéias já foram rejeitadas?
Nesses momentos lembre-se que a pérola, para uma ostra, é uma ferida cicatrizada!
Então, produza uma pérola.
Cubra suas mágoas e rejeições sofridas com camadas e camadas de amor.
Crie sua pérola usando o seu amor!

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